quinta-feira, janeiro 18, 2007

OBRIGAÇÃO DE SANTO
Obrigações e oferendas: dívida, troca ou repasse Se a vontade do santo deve prevalecer acima de tudo, isto não significa, necessariamente, uma relação de espoliação ou tirania por parte da entidade sobre o médium. Ao contrário, na opinião de alguns líderes, as "obrigações" feitas não representam apenas homenagens, ou saudações de caráter simbólico, mas podem assumir o caráter de pagamento de dívida, troca recíproca, ou ainda, simplesmente o repasse daquilo que foi obtido. Segundo a lógica do pressuposto de que há um pagamento de dívida a ser quitada, não há credores ou devedores entre as partes. Deve-se ao cosmos, à regulação geral do universo pelo qual todos são responsáveis. A relação entre a entidade e o médium está horizontalizada, com base na consciência clara de que existe um equilíbrio entre matéria e espírito que é necessário manter, e uma necessidade de que este último eduque e oriente a primeira através da extração e subsequente reposição de elementos deste cosmo. Esta harmonia mantém-se graças a um compromisso de honra, no qual não existe troca de favores e sim lealdade a uma causa geral.
"Quando se faz uma oferenda, não se está pagando nada a entidade, a Caboclo, se está, sim, repondo uma coisa que nós tiramos. Porque se eu tenho uma necessidade e vou a um Caboclo e ele diz: 'Olha, você tem que ir numa mata fazer isso', esse caboclo não está pedindo nada. Eu não estou pagando nada prá ele, ele está me dizendo justamente o que eu tenho que repor à natureza prá botar em troca aquilo que eu tirei, é uma dívida que eu tenho". (Pai Elisson)

Algumas vezes as oferendas funcionam num sistema de trocas recíprocas entre entidade e médium. Não há o sentimento de dívida e prevalece uma combinação de interesses concretos e palpáveis: faz-se a oferenda porque esta fortalece a quem me ajuda. É estabelecido um círculo de retroalimentação e de auto-ajuda entre divindade e médiuns.
"A comida do santo é um ritual. Ele não come, mas o fluído daquilo é que dá força prá gente alcançar o que quer. Porque se tu dá uma obrigação prá qualquer entidade, tu alcança o que quer...o espírito não come, mas recebe como uma oferenda de força. Quando se faz camarinha a gente dá toda a comida do santo, mas quando é dia daquele santo a gente também dá. Porque ali dá força na vida da pessoa, prá família, porque a gente quer melhora nos negócios" (Mãe Cristina)
"Na Umbanda o santo não come. Essa comida que a gente põe na frente do altar, as entidades vêm, energizam, e nós, os médiuns e a assistência é que comem. Não colocamos em mata, praia. A gente tem que consumir a energia das frutas unida com a da entidade que veio e trouxe. Porque a vida está muito cara. A entidade vai ficar mais feliz se pegarmos a comida e saborearmos, do que levar no mato, poluir. O santo recebe a oferenda. Recebeu? Fez tudo o que tem que fazer? A obrigação tem que ser feita. Dá coisa boa, recebe coisa boa" (Mãe Eldeni)
Quando o religioso encara a obrigação como uma oferenda limitada pelo repasse daquilo que recebeu, não há uma relação de pendências: dá-se a obrigação na medida exata em que se recebeu. Nesta relação, não há egoísmo ou falta de compromisso entre entidade e médium. Ao contrário, há uma clara noção por parte deste de que, por não haver adquirido certos conhecimentos, informações e instrumentais pelos meios espirituais legítimos, por variadas razões - que podem oscilar desde a fase de iniciação em que se encontra, até a impossibilidade material de fazê-lo - não há como transmiti-los a outrem. Está implícita uma noção de humildade e da existência de limitações diante do caminho a ser percorrido.
"Eu não fazia obrigação em ninguém porque acho que a gente só dá as coisas quando tem, se não tem não pode dar. Eu não tinha dado obrigação nenhuma. Por que ia dar para as pessoas? Eu só dava aquilo que eu tinha recebido dentro de mim. Uma obrigação de anjo-da-guarda, limpeza, sacudimento, fazia porque eu sabia fazer" (Pai Evaldo)
Escrito por irmao umbandista às 18h34[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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CABOCLO
O terreiro está todo enfeitado para a ocasião. O barracão está ornado com as características bandeirinhas de papel de seda forrando o teto. Folhas, flores e objetos indígenas decoram as paredes. Num quarto ao lado foi armada a junça, o quarto do caboclo, povoado de imagens de caboclos e objetos indígenas, onde estão as comidas preparadas com as carnes dos sacrifícios realizados no dia anterior, muitas folhas e uma enorme profusão de frutas. A cabana do caboclo é um elemento indispensável na festa de caboclo, podendo ser montada, com bambu e folhas de coqueiro, no próprio barracão, quando o espaço o permite, ou fora dele. Nunca faltará a moranga, prato predileto do encantado, nem o pote de jurema, bebida fermentada preparada com a casca do arbusto da jurema (Pithecolobium torti), devidamente trazida da Bahia, vinho doce, mel, nós moscada, gengibre, cravo e canela.
Escrito por irmao umbandista às 18h29[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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CABOCLOS
Os caboclos fumam charutos — fumar é o atributo indígena por excelência — e bebem bebidas alcoólicas (cerveja, vinho e a bebida ritual jurema), que costumam compartilhar com seus consulentes. Algumas equedes auxiliam nas consultas, seja traduzindo algumas expressões ou tomando notas. Nos toques as pessoas formam filas para a consulta e em algumas casas chegam até a utilizar senhas. É grande a semelhança com uma sessão de umbanda.A ênfase das consultas é a cura dos males do corpo, chamando a atenção a quantidade de idosos entre os consulentes. Alguns trazem velas, outros flores ou algum outro artefato prescrito anteriormente pelo caboclo. O fato é que todos depositam nele suas esperanças e com ele mantém relação de cumplicidade. Problemas afetivos, da intimidade ou de ordem material são também abordados, mas secundariamente.
Escrito por irmao umbandista às 18h25[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]
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17/01/2007
OFERENDAS
Frutas para OxossiModo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.Omolokum para LogunedéIngredientes:- 500g. de feijão fradinho- 500g. de milho - 01 cebola- 4 ovos- azeite de olivaModo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.Abacate para OssaimIngredientes:- 01 abacate- 500g. de amendoim- 250g. de açúcar- fumo em corda- 7 folhas de louroModo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.Serpente de OxumarêIngredientes:- 500g. de batata doce- dendê- Feijão fradinhoModo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo,sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.Omolokum para OxumIngredientes:- 500g. de feijão fradinho- 01 cebola- azeite de oliva- 8 ovosModo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.Acarajés para Oyá/IansãIngredientes:- 500g. de feijão fradinho- 500g. de cebola- 01 litro de azeite de dendêModo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.Moranga para ObáIngredientes:- 01 moranga - 500g. de camarão limpo- um maço de língua de vaca- 01 cebola- dendêModo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.Farofa para Tempo/IrokoIngredientes:- 500g. de farinha de mandioca torrada- 01 vidro de mel- 01 pepinoModo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.Feijoada para OmolúIngredientes:- 500g. de feijão pretoIngredientes para feijoada- dendê- 01 cebola- côcoModo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.Pipoca para ObaluaiyeIngredientes:- 300g. de milho pipoca- 01 bisteca de porco- dendê- côco- areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada.Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.Manjar para YemanjáIngredientes:- 250g. de creme de arroz- 01 pescada inteira- azeite de olivaModo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.Ebô para NanãIngredientes:- 500g. de quirerinha branca- 01 côco- azeite de olivaModo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio "papa", tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.Ebô para OxaláIngredientes:- 500g. de canjica branca- 01 cacho de uva itália (uva branca)- Azeite de oliva.Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.
Escrito por irmao umbandista às 17h55[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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OFERENDAS
Importante: Quando for preparar uma "Comida de Santo", deverá fazê-lo vestida (o) de branco ou roupa clara, e deixar sempre uma vela branca acesa ao lado do Fogão.Escolha um local que possa ficar deitado ou até mesmo ajoelhado de frente para a oferenda; comida de santo; que deverá já estar previamente preparada, colocar no chão na sua frente, acender uma vela branca de 7 dias, ou do seu orixá, colocar sua cabeça de frente, na mesma altura da oferenda de modo que o alto da sua cabeça, sua moleira astral, fique próxima da oferenda, dizendo o seguinte Orô/reza.a ki corodun, mabosun, maboruna ko fenin, xeras je xeras, ociló, ocidóekoman, ora (dizer o nome do seu orixá) euêQuando terminar esta reza, converse normalmente com seu orixá/anjo de guarda, fazendo seus pedidos. Após 3 dias, esta oferenda poderá ser "despachada", colocar em saco de lixo, que irá junto com o seu lixo comum. Obs: Antes das Leis Ambientais, estas oferendas eram "despachadas" em água corrente, normalmente rios ou cachoeiras, porém como passou a ser crime, esta é a nova forma de fazê-lo, colaborando assim com a natureza, que é o próprio orixá.OferendasPadê para ExúIngredientes:- 01 pcte. de farinha de milho amarela- 01 vidro de azeite de dendê- 01 cebola grande- 01 bife- 03 charutos- 01 caixas de fósforo- 01 garrafa de aguardente- 07 pimentas vermelhasModo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente. Feijão para OgumIngredientes:- 500g. de feijão cavalo- 01 cebola- 01 vidro de dendê- 07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.Amalá para XangôIngredientes:- 500gr. de quiabo- 01 rabada cortada em doze pedaços- 01 cebola- 01 vidro de azeite de dendê- 250g. de fubá brancoModo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.
Escrito por irmao umbandista às 17h54[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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As Ervas dos Orixás
As ervas detém grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.Um banho, com o Axé das ervas dos Orixá do Candomblé, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas.Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas.Ervas indicadas para preparar um banhoEsta relação, são as ervas mais utilizadas, e que são encontradas para uso, estão com a nomeclatura popular, científica, yorubana e para que orixás se destinam, ou são usadas.- Babosa - aloe vera - exú - (ipòlerin, ipè erin)- Melão são caetano-momordica charantia(oxumare,nanã)-èjìnrìn, wéwé- Saião/Folha da costa- kalanchoe brasiliensis (oxala) - òdundún, elétí- Erva de santa luzia - pistia stratoides (stratiotes) (osun) - ójuóró- Nenúfar/lótus - nymphaea (lótus) alba (osun) - òsíbàtà- Pimentinha dágua/Jambu - spilanthes acmella (filicaulis) (osun) - éurépepe, awere pepe, ewerepèpè- Akòko - newbouldia laevis (osayn)- São gonçalinho - cassiaria sylvestris (ogum, oxossi) - alékèsì- Sete sangrias - cuphea balsamona (obaluaie) - àmù- Tapete de oxala(boldo) - peltodon tormentosa (oxala) - ewé bàbá- Bete cheiroso - piper eucalyptifolium (oxala) - ewé boyi- Goiabeira - psidium goiava (oxossi, ogun) - àtòrì, gúábà- Mamona - ricinus communis (exu, ossain) - lárà funfun, ewé lará- Mamona vermelha - ricinus sanguneus (làrá pupa) - exu, ossain- Peregun - dracaena fragans (ogun, oyá) - pèrègún- Alumon - vernonia bahiensis (amugdalina)(ogun) - ewúro jíje- Carqueja - borreria captata (oxosi) - kànérì- Umbauba/embaúba - cecropia palmata (agbaó/agbamoda) -nanã, xangô, oyá (vermelha)- Perpetua - alternanthera phylloxeroides (seu) - èkèlegbárá- Gameleira branca - ficus maxima (tempo, sango) - ìrokó- Canela de velho - molonia albicans (obalu)- Macassá - tanacetum vulgaris - oxum, oxalá- Melissa - melissa oficinalis - oxum- Kitoko - pluchea quitoco (obalu ) xango- Para raio/cinamomo - melia azeoarach - oyá - ekéòyìnbó- Beti branco/agua de alevante - renealmia occidentalis sweet - kaia, oxalá- Alfavaca(erva doce) - ocimum guineensis - oxalá - efínrín èrùyánntefé- Folha da fortuna - bryophylum (eru oridundun, àbá modá)- exu- Espada de yansã - rhoeo - oyá (ewé mesán)- Aroeira branca - litrhea - ogum- Poejo -mentha sp - (olátoríje)- Erva prata- Picão - elésin máso- Patchouli - (ewé legbá) exu- Anis - clausena anisata -oyá (agbásá, àtàpàrí òbúko)- Aroeira - schinus sp - ogum- Alecrim - rosmarinus officinais -oxossi - (sawéwé)- Araça - psidium sp - oxossi - (gúrófá)- Guiné - petiveria alliacea (ojusaju) - oxossi- Louro - laurus nobilis - (ewe asá) ossain- Macela- Língua de vaca - rumex sp (enuum malu) - obá, oyá- Alevante - menta sp - (olátoríje)ogum/exu- Amoreira - rubus sp(morus celsa) - egun, oyá- Dormideira - mimosa púdica (owérénjèjé, pamámó àlùro- caxixi) - oxumare- Pata de vaca - bauhinia forficata- Colônia/lírio de brejo - hedychium coronarium (toto) - oxalá- Jibóia - jokónije- Canfora- Alfazema - ewe danda - oxum- Algas marinhas - fucus - (ewe kaiá) - yemanjá.
Escrito por irmao umbandista às 17h52[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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OUTROS BANHOS

Além destes banhos preparados, podemos contar com outros tipos de banhos, que podem ter algum efeito, dependendo da maneira que os encaremos :
Banhos Naturais
São banhos que realizamos em sítios energéticos, onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal), localizados na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se efetuarmos em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar :

Banhos de Mar
Ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanjá.Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.

Banhos de Cachoeira
Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d’água. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

Banhos de rio e lagoas
Tem também grandes propriedades, desde que não estejam poluídos. Saudemos Nanã Buruquê.

Banhos artificiais
São ótimos também para levantar o bom ânimo de qualquer ser, desde que sejam encarados de maneira respeitosa. Podem servir como descarregos, relaxantes, estimulantes, etc., embora não podemos considerá-los ritualísticos.
Alguns deles :
Banhos de chuveiros ou duchas
São excelentes, restituem a leveza e tranqüilizam. Se forem frios, estimulam, se quentes, relaxam. Pode-se usar, sabonetes naturais com ervas.

Banhos de banheira
São excelentes para o relaxamento e descarga energética. Se usarmos os sais de banho são ótimos relaxantes. Hidromassagens são tranqüilizantes e fornecem renovação para todo o corpo. Claro que este banho não devemos efetuar em locais onde o sexo corre “solto”, como motéis. O ideal é fazê-los no próprio lar.

Banhos Turcos ou de mangueira
São banhos realizados com um jato potente de água, normalmente frio. São estimulantes e trazem bom ânimo. A própria mangueira do quintal é ótima para este tipo de banho, que torna até uma sadia brincadeira, envolvendo adultos e crianças.
Banhos de piscinas
Também são ótimos banhos para relaxamento e reparo do ânimo de qualquer um. Se a água estiver quente, relaxa, se estiver fria, estimula.
Escrito por irmao umbandista às 17h43[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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OUTROS BANHOS
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos. Não me preocupei em receitar banhos com determinadas ervas, pois, isto deve ser feito por pais e mães de santo e entidades, já que eles tem larga experiência em cada tipo de banho e sabem recomendar a melhor ervas, o melhor método. A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.
Qualquer crítica será muito bem-vinda, já que não tenho a pretensão de saber tudo, apenas me esforço para distribuir o pouco conhecimento que detenho.
Agradeço a toda a espiritualidade em especial Deus, Mestre Jesus e meu guia e Pai Senhor Pena-Branca que deu-me um “grande auxílio” intuitivo nesta pequena dissertação.

*- Esta pequena dissertação pode ser utilizada, reproduzida, desde que não se altere o conteúdo e informem a fonte.
http://umbanda.cjb.net
Eduardo Gomes (quarup.geo@yahoo.com)
Santo André, Agosto de 1999
BIBLIOGRAFIA

Algumas obras consultadas


Rezas – Folhas, chás e Rituais dos Orixás – Fernandes Portugal – Coleção Espiritualismo
Introdução à Umbanda – William C. de Oliveira –Coleção Mundo Esotérico
Umbanda – O Elo Perdido – F. Rivas Neto –Ed. Icone
Guia do Médium Curador
Os Sacramentos de Umbanda
Escrito por irmao umbandista às 17h42[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ]

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PROVÉRBIOS INDÍGENAS

"...tudo na terra tem um propósito, cada doença uma erva para curar , cada pessoa uma missão a cumprir. Esta é a concepção dos índios sobre a existência..."
Christine Quintasket (índia Salish) 1888-1936

"Os pensamentos são como flechas, uma vez lançadas alcançam o seu alvo. Seja cauteloso ou poderá um dia ser sua própria vítima."
Provérbio Navajo

"Quando compreendermos profundamente a verdade dos nossos corações saberemos louvar, amar e agradecer ao Grande Espírito."
Provérbio Oglala Sioux

"Lembre-se que seus filhos não são sua propriedade, eles foram apenas confiados à sua guarda pelo Grande Espírito."
Provérbio Mohawk

"Não julgue seu vizinho até andar duas luas nos mocassins dele."
Provérbio Cheyenne

"Não basta falar sobre a paz, é preciso pensar, sentir, agir e viver em paz."
Provérbio Shenandoah

"Que os meus inimigos sejam fortes e corajosos, para que ao ser vencido não me sinta envergonhado."
Provérbio Cheyenne

"Você deve viver sua vida do início até o fim, pois ninguém mais pode fazer isto por você."
Provérbio Hopi

"O que importa se uma vasilha é preta e outra é branca se os desenhos delas é perfeito e servem para a mesma finalidade?"
Provérbio Hopi

"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos."
Provérbio Ute

"As leis dos homens mudam de acordo com o seu conhecimento e compreensão. Apenas as leis do Espírito permanecem sempre as mesmas."
Provérbio Crow



HOMENAGEM AO MEU GUIA ESPIRITUAL CACIQUE PENA BRANCA
CABOCLO PENA BRANCA O IRMÃO UNIVERSAL - UM CABOCLO SEM FRONTEIRAS
Em algumas ilhas do Caribe existe um culto chamado Obeah, de origem africana. Dentro dele são celebrados os mistérios dos espíritos de origem indígena taino, etnia local. Existem muitas entidades indígenas, a maioria com comportamento muito arredio e nomes de animais, como Cobra Verde, Pantera Negra, Jaguar Dourado e etc...
Quando incorpora a Falange do Povo Alado, simbolizada pelos pássaros e morcegos, um deles tem um destaque especial. Este espírito se apresenta sério, compenetrado, usa tabaco fortíssimo e uma pena branca na cabeça. Como é chamado ? Índio Pena Branca. Pois então, novamente o encontramos.
Na Venezuela existe um culto belíssimo, semelhante em tudo com a Umbanda de nossa terra. Tem caboclo, preto velho, exu, marinheiro, Orixás e tudo de bom. É a tradição de Maria Lionza, a Rainha Mãe da Natureza.
Na Linha Índia, comandada pelo famoso espírito do Cacique Gaicaipuro, incorporam centenas de caboclos venezuelanos e americanos. Eles trabalham com pemba, bebidas diversas, água, cocares, maracás e todo o aparato ameríndio. Chegam bradando e saudando o povo, que procura semanalmente os irmandades em busca de alívio, socorro material e espiritual.
Certo dia em Bonaire, uma ilhazinha perto da Venezuela, eu participava de um culto de Lionza. Perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas. A senhora chorava muito e tremia. No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida.
Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com reverência. Adivinhem o nome do caboclo. Ele mesmo, o grande índio Pena Branca !
O tempo passou e a pergunta ainda batia dentro da minha cabeça. Será que é o mesmo Pena Branca ? Terá este caboclo conhecido da Umbanda viajado tanto assim ? Afinal, ele é mexicano, americano ou brasileiro ? Quem, afinal, nasceu primeiro, o Pena Branca daqui ou de lá ? Inquietações de um pesquisador, pois os afilhados e médiuns de Pena Branca não ficam, creio eu, tão preocupados com a sua origem.
Uma bela noite, em um modesto e tranquilo terreiro umbandista do interior paulista, acontecia uma gira de caboclo.
A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em todo o seu esplendor e força.
Fiquei atento, lembrei-me do Caribe e pensava em tudo isso que agora escrevo aqui.
O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando e acenou. Me levantei e acenei de volta.
Foi então que ele falou :
- Filho, era eu, lembra ? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim ?
Salve Seu Pena Branca ! Escrito por sepe às 00h45.

ORIGEM DA UMBANDA




As determinações do Plano Astral, porém, deveriam cumprir-se.

Em 15 de novembro de 1908, compareceu a uma sessão da Federação Espírita, em Niterói, então dirigida por José de Souza, um jovem de 17 anos de tradicional família fluminense. Chamava-se ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES. Restabelecera-se, no dia anterior, de moléstia cuja origem os médicos haviam tentado, em vão, identificar. Sua recuperação inesperada por um espírito causara enorme supressa. Nem os doutores que o assistiam nem os tios, sacerdotes católicos, haviam encontrado explicação plausível. A família atendeu, então, à sugestão de um amigo, que se ofereceu para acompanhar o jovem Zélio à Federação.
Zélio foi convidado a participar da Mesa. Zélio sentiu-se deslocado, constrangido, em meio àqueles senhores. E causou logo um pequeno tumulto. Sem saber por que, em dado momento, ele disse: "Falta uma flor nesta casa: vou buscá-la". E, apesar da advertência de que não poderia afastar-se, levantou-se, foi ao jardim e voltou com uma flor que colocou no centro da mesa. Serenado o ambiente e iniciados os trabalhos, manifestaram-se espíritos que se diziam de índios e escravos. O dirigente advertiu-os para que se retirassem. Nesse momento, Zélio sentiu-se dominado por uma força estranha e ouviu sua própria voz indagar por que não eram aceitas as mensagens dos negros e dos índios e se eram eles considerados atrasados apenas pela cor e pela classe social que declinavam. Essa observação suscitou quase um tumulto. Seguiu-se um diálogo acalorado, no qual os dirigentes dos trabalhos procuravam doutrinar o espírito desconhecido que se manifestava e mantinha argumentação segura. Afinal um dos videntes pediu que a entidade se identificasse, já que lhe aparecia envolta numa aura de luz.
Se querem um nome - respondeu Zélio inteiramente mediunizado - que seja este: eu sou o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, porque para mim não haverá caminhos fechados.
E, prosseguindo, anunciou a missão que trazia: estabelecer as bases de um culto, no qual os espíritos de índios e escravos viriam cumprir as determinações do Astral. No dia seguinte, declarou ele, estaria na residência do médium, para fundar um templo, que simbolizasse a verdadeira igualdade que deve existir entre encarnados e desencarnados.
Levarei daqui uma semente e vou plantá-la no bairro de Neves, onde ela se transformará em árvore frondosa.
No dia seguinte, 16 de novembro de 1908, na residência da família do jovem médium, na Rua Floriano Peixoto, 30 em Neves, bairro de Niterói, a entidade manifestou-se pontualmente no horário previsto - 20 horas.
Ali se encontravam quase todos os dirigentes da Federação Espírita, amigos da família, surpresos e incrédulos, e grande número de desconhecidos que ninguém poderia dizer como haviam tomado conhecimento do ocorrido. Alguns aleijados aproximaram-se da entidade, receberam passes e, ao final da reunião, estavam curados. Foi essa uma das primeira provas da presença de uma força superior.
Nessa reunião, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS estabeleceu as normas do culto, cuja prática seria denominada "sessão" e se realizaria à noite, das 20 às 22 horas, para atendimento público, totalmente gratuito, passes e recuperação de obsedados. O uniforme a ser usado pelos médiuns seria todo branco, de tecido simples. Não se permitiria retribuições financeiras pelo atendimento ou pelos trabalhos realizados. Os cânticos não seriam acompanhados de atabaques nem de palmas ritmadas.
A esse novo culto, que se alicerçava nessa noite, a entidade deu o nome de UMBANDA, e declarou fundado o primeiro templo para sua prática, com a denominação de tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque: "assim como Maria acolhe em seus braços o Filho, a Tenda acolheria os que a ela recorressem, nas horas de aflição".
Através de Zélio manifestou-se, nessa mesma noite, um Preto Velho, Pai Antônio, para completar as curas de enfermos iniciadas pelo Caboclo. E foi ele quem ditou este ponto, hoje cantado no Brasil inteiro: "Chegou, chegou, chegou com Deus, Chegou, chegou, o Caboclo das sete Encruzilhadas".
A partir desta data, a casa da família de Zélio tornou-se a meta de enfermos, crentes, descrentes e curiosos.
Os enfermos eram curados;
os descrentes assistiam as provas irrefutáveis;
os curiosos constatavam a presença de uma força superior;
e os crentes aumentavam dia a dia.

OXALÁ

ORAÇÃO

Oração do Umbandista.
Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Comunicação. Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usada pela Umbanda para o Amor!Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda, eu leve o Sentido de viver!Onde tantos me pedem um “despacho”, que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!Onde houver doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.Onde houver desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.Onde houver desânimo, que leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!Onde tantos sofrem de solidão, que eu seja a pureza da Ibejada, espalhando a alegria!Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz sobre a terra!